O Sisters of Mercy volta ao Brasil
no primeiro semestre de 2012 para duas apresentações.
Serão em Curitiba (09/03), no
Curitiba Master Hall, e
São Paulo (10/03), na
Via Funchal.
Os ingressos para a capital
paulista já estão sendo vendidos e têm os seguintes
preços: R$ 220 (Pista Premium/em pé), R$ 120 (Pista), R$
160 (Mezanino) e R$ 220 (Camarote).
A formação atual tem o líder
Andrew Eldritch (vocal), além de Chris May (guitarra),
Ben Christodoulou (guitarra) e Simon Denbigh (teclados).
Eles devem tocar canções de seus álbuns e algumas
inéditas.
Com pouco mais de 30 anos, o
Sisters of Mercy escreveu sua história nos anos 1980,
quando se sagrou um dos ícones do chamado rock gótico.
Sua sonoridade mistura elementos da música eletrônica ao
tipo de rock que ficou conhecido como pós-punk.
O 100ilusões, de Santos-SP, está
terminando as gravações do seu novo CD, intitulado
"Estandarte", e tem previsão de lançamento para o início
do ano que vem. A banda não lança material novo desde
2006, quando lançou seu primeiro CD "Relatos", e após um
tempo longe dos palcos, promete retomar suas atividades
com força total.
Para saber mais informações sobre
100ilusões clique
aqui.
O UFO lança seu próximo disco de
inéditas, 'Seven Deadly', nos dias 27 e 28 de fevereiro
de 2012, via SPV/Steamhammer. Poderão ser encontradas as
opções padrão, digipack em edição limitada (com duas
faixas-bônus), vinil colorido de capa dupla e digital
(download).
Sucessor de 'The Visitor' (2009),
o material teve algumas de suas canções comentadas em um
release. "O classic rock 'Burn Your House Down' mostra
todos os pontos fortes importantes do UFO, 'Going Down
to Mojotown' vê os músicos soando mais durões do que
nunca e, por último, mas não menos importante, 'Wonderland'
faz uma clara referência aos primórdios do grupo. 'Angel
Station' vê a banda provar como o classic rock é
perfeitamente combinável com elementos épicos, enquanto
'Fight Night' é uma faixa excelente para ser tocada ao
vivo".
Phil Mogg (vocal), Paul Raymond
(guitarra, teclados), Andy Parker (bateria) e Vinnie
Moore (guitarra) contaram com a produção de Tommy
Newton. A lista de faixas de 'Seven Deadly' divulgada é:
O universo do Mr. Big anda
movimentado. A banda anunciou o lançamento de um álbum
acústico ao vivo, gravado durante sua última passagem
pelo Japão. Batizado 'Live from the Living Room', o
registro chegará às lojas em fevereiro de 2012, nos dias
24 (Europa) e 28 (América do Norte).
A maior parte das faixas
executadas pelo quarteto foi de seu mais novo álbum, 'What
If…' (2011). Há partes orquestradas na performance, que
aconteceu para um especial capitaneado pela TV WOWOW
(Tóquio). Também há momentos em que Paul Gilbert
(guitarra) e Billy Sheehan (baixo) plugam seus
instrumentos elétricos para dar um tempero mais "pesado"
ao tom acústico.
O Mr. Big esteve no Japão em
janeiro deste ano, para uma agenda de 11 datas. Eles
estavam conduzindo sua então turnê de reunião.
Em entrevista ao The Vine da
Austrália, Matt Sorum falou sobre o Velvet Revolver e
segundo o baterista, Slash e os demais estão testando um
novo vocalista.
Confira um trecho da entrevista:
“Sim, eles estão em casa testando
um cara agora. Estão em uma sala de olho em um vocalista
chamado Jimmy Gnecco (do OURS). Então vamos ver no que
vai dar, mas nós temos outras idéias. Parece que Slash
vai fazer outro álbum, mas eu não tenho certeza sobre
sua turnê e outras coisas ainda. Então vamos ver como
acontece. Mas todos nós estamos abertos e interessados
em tentar fazer algo juntos”.
Pra quem não conhece, assista AQUI
o vídeo do Jimmy
Mais do que um álbum com potencial
para agradar a todas as classes de fãs do Wilco (imagine
aí um disco espaçoso e cheio de si, como “The Whole
Love”, só que preenchido com as lindas melodias de
country-folk que apareciam em “Being There”), esta
domingueira do Megafaun nos ensina como uma obra longa,
cheia de ambições (e de músicos convidados), pode chegar
aos nossos ouvidos com a leveza alegre que talvez
encontrássemos numa fitinha demo gravada por bons amigos
durante uma tarde de folga. Enquanto ouço, posso
imaginar o cheiro de churrasco e batatas-fritas enquanto
os músicos afinam os instrumentos.
Portanto, evite as conclusões
apressadas: a terceira faixa dura oito minutos não para
nos convencer de que esta é uma banda tecnicamente
sofisticada (e é, aliás), mas porque há músicas
saborosas que merecem todo esse terreno em torno delas.
Tem uma diferença importante entre esses dois
procedimentos.
No mais, é aconselhável deixar de
lado, por um tempo, as resenhas que destacam a forma
como este álbum revê certos gêneros tradicionais da
música americana. Mais prazeroso é perceber, por
exemplo, como as músicas estão sempre abandonando e
voltando ao lar (= as melodias mais reconhecíveis,
familiares), num movimento pendular entre trechos
confortáveis e estranhos, caipirões e alienígenas,
pé-na-terra e cabeça-nas-nuvens. “These Words”, o
momento sublime do regabofe, resume esse paradoxo.
A arte do Megafaun – este trio com
síndrome de quinteto – é um pouco mais trabalhosa do que
este disco tão agradável dá a entender. Mas, apesar de
aparentemente efêmera (impressão enganosa, ok?), taí uma
beleza a ser admirada até por aquele fã do Wilco que não
se impressiona mais com nada.
Em imagem, músico segura cartaz
com a data desta segunda-feira (19).
'O céu se parece muito com Nova
Jersey', brinca.
O músico Jon Bon Jovi colocou fim
aos rumores sobre sua morte ao publicar uma foto sua no
Facebook oficial da banda Bon Jovi. Na imagem, ele
aparece em frente a uma árvore de Natal segurando um
cartaz com a data desta segunda-feira (19) e com os
dizeres "o céu se parece muito com Nova Jersey".
Músico Jon Bon Jovi em foto para
desmentir boatos sobre sua morte (Foto: David
Bergman/Divulgação)
Os rumores afirmavam que Jon Bon
Jovi havia morrido em decorrência de uma uma parada
cardíaca, e que seu corpo teria sido encontrado em coma
pelos paramédicos em um hotel, de acordo com informações
do site The Hollywood Reporter. A falsa notícia se
espalhou pela internet a ponto de colocar o músico na
lista Trending Topic do Twitter.
Ao lado de Robert De Niro, Ashton
Kutcher e Sarah Jessica Parker, Jon Bon Jovi faz parte
do elenco de estrelas do filme "Noite de ano novo", que
estreou no começo de dezembro nos Estados Unidos. A
banda que leva seu nome está em pausa após turnê
mundial. O grupo se apresentou pela última vez no Brasil
em outubro de 2010.
Grupo do hit 'All star' toca no
Via Funchal, em São Paulo, no dia 20.
Quarteto fez sucesso com versão de
'I'm a believer' para trilha de 'Shrek'.
A banda Smash Mouth (Foto:
Divulgação)
A banda americana Smash Mouth vai
se apresentar no Via Funchal, em São Paulo, informou o
site da casa de shows. O quarteto toca no dia 20 de
maio. Os ingressos custam R$ 220 (pista premium e
camarote), R$ 120 (pista) e R$ 160 (mezanino).
O grupo californiano é liderado
pelo vocalista Steven Harwell. O outro integrante da
formação original é o baixista Paul De Lisle. O Smash
Mouth já lançou cinco discos e o mais recente, "Summer
girl", saiu em 2006.
Os principais
hits da banda são "Walkin' on the sun", "Why can't we be
friends?", "All star" e "Pacific coast party". O
quarteto também conseguiu destaque ao regravar "I'm a
believer", conhecida na versão dos Monkees, para a
trilha sonora da animação "Shrek".
Diálogos Coletivos traça perfis
dos grupos Fora do Eixo, OEsquema e Soma; assista aqui
A série de documentários Diálogos
Coletivos foi disponibilizada na internet esta semana.
Trata-se de uma iniciativa do site colmeia.tv em estudar
três dos principais coletivos do Brasil: Fora do Eixo,
OEsquema e Soma, cada um envolvido em um meio diferente.
O site entrevistou um membro fundador de cada coletivo:
Pablo Capilé, Bruno Natal e Amauri Stamboroski,
respectivamente.
O Fora do Eixo é uma rede de
coletivos que atua como multiplicador da cultura
nacional e chega a cerca de setenta cidades do Brasil.
Atualmente, o integrante Talles Lopes é presidente da
Abrafin - Associação Brasileira de Festivais
Independentes.
OEsquema é um portal de blogs
focado em entretenimento. Formado originalmente pelos
sites Trabalho Sujo, Conector, Mau Humor e Urbe,
atualmente conta com 11 blogs.
iTunes Live from São Paulo foi
gravado no lançamento da loja do Brasil e está
disponível gratuitamente por tempo limitado
Foi disponibilizado para download
nesta terça, 20, na iTunes Store Brasil, o EP ao vivo
iTunes Live from São Paulo, da cantora Marisa Monte. O
áudio é parte da apresentação da cantora na festa de
lançamento da loja da Apple no Brasil, que ocorreu no
último dia 13. O download é gratuito por tempo limitado.
No EP, destaca-se a apresentação
de "Carnavália", canção interpretada junto a Carlinhos
Brown e Arnaldo Antunes, ex-parceiros de Marisa no trio
Os Tribalistas, de hits como "Velha Infância" e "Já Sei
Namorar". Julieta Venegas e Gustavo Santaolalla também
participam.
Estreando no Brasil com um
catálogo de 20 milhões de títulos, a Apple promete que a
nossa versão da iTunes Store será bem completa, contando
com acordos com as grandes gravadoras nacionais e selos
independentes. Ivete Sangalo e a estreia digital do
catálogo de Roberto Carlos estão entre os destaques
citados pelo comunicado de lançamento divulgado pela
empresa.
Para baixar o EP, é preciso ter o
programa iTunes instalado e um Apple ID válido para
compras no Brasil. Veja a tracklist abaixo:
1 - "O Que Você Quer Saber de
Verdade"
2 - "Depois"
3 - "Ilusão (Illusion)" (part.
Julieta Venegas)
4 - "Ainda Bem" (part. Gustavo
Santaolalla)
5 - "Carnavália" (part. Arnaldo
Antunes e Carlinhos Brown)
Em entrevista à tabloide britânico
nesta terça, 20, vocalista da banda também disse que
nunca foi um bom vocalista
O vocalista do grupo britânico
Arctic Monkeys, Alex Turner, deu uma entrevista nesta
terça, 20, em que disse que se esqueceu como fazer um
grande hit e que nunca foi um bom vocalista. Falando ao
tabloide The Sun, Turner afirmou que "nunca foi um
cantor".
"Eu esqueci totalmente como fazer
isso", disse Turner, sobre a composição de uma música de
sucesso. "Eu não sei mais o que é. Estou em uma paisagem
totalmente diferente, nos dias de hoje."
Turner ainda desmereceu suas
capacidades de vocalista, dizendo que sempre teve
dificuldades em cantar. "Tive de praticar isso e compor
melodias era algo que não saía naturalmente", refletiu.
"Eu estava mais confortável em escrever as letras. Eu
ainda estou trabalhando nisso, mas acho que estou
chegando lá com o lance de cantar."
O Arctic Monkeys, cujo último
disco Suck It and See (2011) estreou no topo das paradas
britânicas, não lança um single que chegue ao top 5
desde "Fluorescent Adolescent", canção do disco
Favourite Worst Nightmare (2007). Das músicas de
trabalho de Suck It and See lançadas até agora, a melhor
colocada foi "Don't Sit Down 'Cause I Moved Your Chair",
com o 28º lugar. "Brack Treacle" deve ser o próximo
single do álbum.
A banda passará pelo Brasil em
2012, escalada como headliner do segundo dia do
Lollapalooza Brasil. O festival acontece na cidade de
São Paulo em 7 e 8 de abril.
Sucesso nos anos 1980, banda
voltou pela terceira vez aos palcos
Paulo Ricardo garante que a banda
amadureceu
A banda RPM acaba de lançar o CD
duplo Elektra. Um dos discos traz 12 canções inéditas,
entre elas Dois olhos verdes e Crepúsculo. O outro,
dedicado às pistas de dança, tem sete faixas remixadas
pelo DJ Joe K.
O RPM, que fez sucesso com os
álbuns Revoluções por minuto (1985) e Rádio pirata ao
vivo (1986), encerrou a promissora carreira depois de
briga entre os integrantes. Anos depois, na onda do
revival, volta à estrada. “Quisemos retomar a carreira
de onde paramos, fazendo novo disco com tudo o que
aprendemos nesses anos. Não temos problema nenhum com o
passado, mas agora a fase é outra”, diz o vocalista
Paulo Ricardo.
A volta aos palcos ocorreu em
abril e canções novas haviam sido lançadas no site
oficial do RPM, mas o disco físico só saiu agora, pela
Building Records. “As diferenças foram resolvidas com
maturidade e 2011 foi um aquecimento para 2012”, garante
Paulo.
O Motörhead está lançando o DVD
“The Wörld Is Ours Vol 1 - Everything Further Than
Everyplace Else” em comemoração aos 35 anos de estrada
da banda.
“The Wörld Is Ours Vol 1 -
Everything Further Than Everyplace Else” está sendo
lançado pela EMI e contém os melhores momentos da turnê
da banda, incluindo performances completas do Teatro
Caupolican no Chile, filmado por Banger Films e Sam Dunn
(“Iron Maiden Flight 666”, “Rush: Beyond the Lighted
Stage”), além de imagens de shows em Nova York, no Best
Buy Theater e em Manchester, no Apollo.
Mixado pelo produtor de longa data
da banda, Cameron Webb, “The Wörld Is Ours Vol 1” está
repleto com os clássicos mais pedidos pelos fãs do
Motörhead, de “Overkill” a “Ace of Spades” e “Killed by
Death”, assim como algumas preciosidades como “Over the
Top” e novas favoritas do público como “I Know How to
Die”.
Registro feito no Opinião celebra
25 anos de estrada
A vocalisa Juliana, da banda Velhas Virgens, que lançou
DVD gravado no Opinião - Foto: Samuel Maciel /
Divulgação
A banda paulistana Velhas Virgens
está lançando um novo DVD ao vivo, com o registro da
apresentação feita em junho deste ano, no Opinião, em
Porto Alegre. Com sua voz cavernosa, afinada com muitas
doses de Jack Daniels, o vocalista Paulão de Carvalho
conta que o repertório do DVD traz as músicas mais
conhecidas da banda.
— Não vou chamá-las de hits. Hit é
para banda famosa — brinca.
Para o grupo, as bodas de prata
também são motivo de celebração, por não ser fácil se
manter como banda independente durante 25 anos.
— Se quiséssemos fazer sucesso,
iríamos tocar pagode, sertanejo, funk... Fazer rock and
roll no Brasil é que é difícil — diz ele.
O DVD é dividido em duas partes.
Na primeira, o grupo canta oito músicas de forma
acústica. Em seguida, eles saem do palco e voltam para o
set mais animado e escrachado, que é a sua marca.
Interpretam canções como A Mulher do Diabo, Não Vale
Nada, Abre Essas Pernas, Uns Drinks, entre outras.
O DVD traz ainda entrevistas com
os integrantes, que contam os bastidores das turnês.
— Uma das consequências de beber
álcool demais é que ele causa hemorroidas — diz Paulão,
indicando o teor das histórias. — Já tocamos em vários
buracos. Para públicos de 300, 400 pessoas, naquele
climão anos 80."
O vocalista conta que a vida na
estrada não é fácil e lembra quando foram tocar em
Caxias do Sul.
— O motorista errou o caminho e
foi parar na cidade de Farroupilha. Lá, tem uma rua com
o mesmo nome de Caxias do Sul e, quando chegamos ao
lugar, era uma casa velha. Ninguém sabia nada sobre o
show. Só depois descobrimos que estávamos na cidade
errada.
Há ainda duas músicas inéditas: O
Que Somos Nós, do guitarrista Cavalo, e Eu Toco
Rock'N'Roll, do Paulão.
— A música do Cavalo é mais
romântica. Conta a história da banda, das dificuldades —
afirma Paulão. — Já a minha música é mais escrachada.
Fala da vida na estrada, de shows em lugares
esfumaçados.
Último show do ano, com as músicas
dos 3 álbuns, incluindo Canções de Guerra, lançado em
setembro deste ano.
“Esse show do dia 22 da pública em
Porto Alegre está prometendo. Além das participações de
Carlinhos Carneiro, Frank Jorge, Carlo Pianta e Rafael
Malenotti, muitos amigos de São Paulo estarão em Porto
Alegre para fazer essa festa com a gente. Lembrando que
a Pública chama os convidados para além de cantar uma
música nossa, tocar versões da banda oficial de cada um.
Bide ou Balde, Acústicos & Valvulados e Graforréia
Xilarmônica num jeito Pública de tocar. Vamos ver no que
vai dar!” (Pedro Metz)
Pedro Metz – Guitarra e Voz
Guri Assis Brasil – Guitarra e Voz
Guilherme Almeida – Baixo
Alexandre Loureiro – Bateria e voz
Luciano Leães - Teclados
Serviço:
PÚBLICA E CONVIDADOS ESPECIAIS:
CARLINHOS CARNEIRO, FRANK JORGE, CARLO PIANTA E RAFAEL
MALENOTTI.
Medida aprovada no congresso prevê
isenção tributária à indústria fonográfica
Música vendida digitalmente e
isenção de impostos podem ajudar a indústria fonográfica
- Foto: Carlinhos Rodrigues / Agencia RBS
No ano que se encerra com o
advento da loja do iTunes no Brasil (e o entusiasmo
inicial de velhos e novos consumidores de música
digital) e a aprovação da PEC da Música no Congresso
(medida que garante a isenção tributária à indústria
fonográfica e promete fazer cair os preços), alguns
lançamentos de fôlego da indústria fonográfica
brasileira deixam a dúvida ecoar: será que a sobrevida
do CD se estendeu?
Em julho, a 'até o ano passado
desconhecida' Paula Fernandes festejou a venda de 750
mil cópias de seu Ao Vivo em apenas cinco meses (do DVD,
foram mais 750 mil), e agradeceu a quem preferiu os
produtos originais aos piratas. Em setembro, Padre
Marcelo Rossi apelou para a consciência dos fiéis
alertando que "pirataria é pecado" - e em apenas uma
semana viu sumir mais de 430 mil unidades de seu Ágape,
lançado pela Sony (desde então, já se contabilizam 1,4
milhão de cópias). Chico Buarque, o maior lançamento
independente, atingiu 70 mil de julho para cá.
São números que põem em xeque
previsões pessimistas de analistas e mesmo de artistas -
ao divulgar O Que Você Quer Saber de Verdade, Marisa
Monte, a garota-propaganda do iTunes, autodeclarada
"ferrenha consumidora de música pela internet", assustou
os fãs quando aventou a possibilidade de no futuro não
lançar mais CDs, e sim faixas digitais; Gilberto Gil é
outro que vê claramente o desaparecimento do suporte
físico, que viraria "um produto de nicho, um fetiche,
como aconteceu com o vinil".
– É cedo para fazer uma previsão
tão radical – acredita o presidente da Associação
Brasileira de Produtores de Discos, Paulo Rosa. Segundo
ele, CDs e DVDs têm juntos 85% do mercado nacional. Em
2010, as vendas digitais - que nos EUA já respondem por
metade da receita - cresceram 26%. Os dados de 2011,
ainda não fechados, devem ser alvissareiros.
– Até agosto, a venda física era
7% maior do que a registrada em 2010, muito puxada pelo
DVD. Isso é único no mundo. Sempre acreditei que o CD
ainda tinha muito a dar – diz José Éboli, presidente da
Universal, gravadora de Paula.
– É óbvio que barateando as
pessoas compram. Houve uma época em que o CD custava o
mesmo que um livro; hoje, um CD como o da Paula custa R$
19,90, e um livro, o dobro.
O clima para 2012 é de otimismo e
ansiedade, principalmente entre as independentes,
maiores beneficiadas pela PEC da Música. Elas têm como
ponto de partida não a longínqua Zona Franca de Manaus,
onde incide apenas 8% de ICMS, mas Estados como Rio e
SP, onde a carga é de 32%. A coincidência com a chegada
do iTunes é motivo de dupla comemoração.
– Foi um ano péssimo, mas que
finalizou com essas excelentes notícias, e uma
perspectiva de melhora. O iTunes pode significar mudança
de mentalidade do brasileiro em relação à música
digital, e com a PEC os preços vão ficar melhores. O
mercado agora está bem otimista – disse Luciana Pegorer,
presidente da Associação Brasileira de Música
Independente. A expectativa é que a proposta passe pelo
Senado entre março e abril.
A Apple não divulga números
parciais de suas vendas pelo iTunes, iniciadas na terça.
Entre os dez mais baixados, de 20 milhões de músicas,
estão faixas de Adele (três), Seu Jorge (duas), e
Coldplay (duas).
Naturalmente, o Brasil é
prioridade entre os 16 países latino-americanos onde a
maçã foi mordida. Desde 2003, já foram comercializadas
mais de 20 bilhões de músicas. Hoje, entre os
emergentes, estão de fora gigantes como Rússia, China e
Índia - neles, como aqui, grassa a pirataria.
A Volux lança no mês de dezembro o
seu novo clip. Com a música “Ao menos uma vez”, presente
no CD lançado em outubro, o vídeo contém imagens de
arquivo da banda no último ano.
Segundo Filipe Mello, vocalista da
Volux, o clip pretende passar a ideia de, ao menos uma
vez na vida, pense menos, faça, sonhe, viva mais.
Um teaser, que mostra uma prévia
do vídeo, já está disponível no canal oficial da banda
no YouTube, onde também vai acontecer o lançamento do
clip. O endereço é
http://www.youtube.com/Voluxrock.
Este é o terceiro clip da Volux.
Antes mesmo do lançamento do primeiro álbum, a Volux era
lembrada entre os fãs do estilo por seus videoclipes
marcantes. Com produção independente, a música Tarde
Demais ganhou um roteiro que poderia ser um
curta-metragem: os integrantes participam, em um clima
muito sombrio, de uma roleta-russa.
PERFIL
A Volux surgiu em 2008, iniciada
por Zack Duarte (guitarra), Gustavo Prezzi (baixo) e
Filipe Mello (voz). A sua primeira formação contava
ainda com Dudu Barbosa, baterista da banda Constelação.
Em 2009, Nando Pereira entrou como
baterista no lugar de Barbosa. Neste mesmo ano, os
integrantes decidiram profissionalizar o trabalho da
banda e assim, largaram os empregos para se dedicar a
pré-produção do CD.
As influências na sonoridade são
de bandas internacionais, como Kings of Leon, The
Strokes, The Killers, Anberlin, entre outras. Em 2010, o
projeto do CD foi aprovado pelo Financiarte, da
prefeitura de Caxias do Sul. Quem assina a produção e
gravação do disco é o guitarrista Zack Duarte, e a
masterização ficou por conta de Juliano Maffessoni do
Estúdio Soma.
O que o Natal representa pra você?
Uma data pra compartilhar, ver a família, descansar,
curtir a estação, festar, ficar de boa? Para o Urbanaque,
Natal é tudo isso mas também é pra bater cabeça, ouvir
guitarras altas e distribuir presentes.
Então juntamos tudo e oferecemos a
terceira edição do Papai Noel Chegou, especial com duas
músicas da dupla mais barulhenta do ano, o Medialunas.
No lado A, a inédita “Arboles de Navidad”, transcrição
do espírito natalino por guitarra e bateria noise indie
e no lado B, uma versão minimalista mas muito classuda e
pesada de “I Stay Away” do Alice in Chains.
O Mais Que Palavras, de Brasília,
disponibilizou nesta terça-feira, 20 de dezembro, todas
as músicas de sua demo homônima para download. Para
baixar as canções, basta acessar a página da banda na
Tramavirtual.
Gravado na capital federal e
mixado no Rio de Janeiro por Gabriel Zander, o primeiro
material do grupo brasiliense mistura músicas com a
pegada de bandas de hardcore dos anos 80 com canções que
mostram influência de grupos mais recentes, como
Comeback Kid e Champion.
Se comparamos algumas bandas
gringas com as nacionais, então podemos dizer que o The
Baggios é o Black Keys brasileiro, os garotos vêm
chamando muito atenção da mídia nacional e essa semana
fizeram uma apresentação ao vivo na rádio Aperipê. A
apresentação foi em um formato diferente do convencional
da banda sendo ele em acústico, saindo a guitarra
semi-acústica e entrando o violão folk e uma gaita,
instrumentos comandados pelo Julio, e claro com o
Gabriel na bateria acompanhando.
No vídeo a banda toca algumas
músicas inéditas e ainda batem um papo sobre as suas
turnês e o documentário recém lançado.
Estudiosos da Universidade de
Bristol garantem ter definido equação que prevê
desempenho de música nas paradas
Foto: Divulgação Beatles: será que
eles conheciam a fórmula do sucesso?
Um grupo de matemáticos na
Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, alega ter
descoberto uma fórmula que prevê se uma canção será
sucesso ou não.
Os estudiosos garantem ter
definido uma equação que consegue prever com até 60% de
precisão se uma música entrará nas paradas.
A fórmula usa 23 elementos
musicais, recolhidos a partir de observações feitas nos
últimos 50 anos entre as músicas que estiveram na parada
britânica de singles.
"Esperamos acertar cerca de 60%
dos casos. Não é uma equação perfeita", afirmou o líder
do estudo, Tijl de Bie.
Ainda segundo o estudioso, os
matemáticos descobriram que o gosto musical mudou
bastante nos últimos 50 anos. Por isso, a equação também
teve que ser adaptada.
Um exemplo, afirma de Bie, é o
fato de uma música ser ou não dançante. Nos anos 1980,
isso era um fator importante para a canção fazer
sucesso. Atualmente, não é.
Carros pegando as estradas e
aviões cortando os céus. Os viajantes que vão passar as
festas de fim de ano fora de Brasília provavelmente já
estão de bagagens feitas. Para quem fica, vai o aviso:
desta terça (20/12) a quinta-feira, 46 shows gratuitos,
no estacionamento do Estádio Mané Garrincha, compõem o
último grande evento musical brasiliense do ano. É que o
festival
Rolla Pedra Brasília, numa
quarta edição que demorou a ser concretizada, entrega,
além de uma boa quantidade de atrações e estilos — terça
de hardcore e metal, quarta de pop e indie rock e quinta
de MPB —, uma estrutura que promete dar conta das quase
15 mil pessoas esperadas para o evento. Os ouvidos do
público estarão divididos entre dois palcos em forma de
túneis, que devem facilitar a locomoção dos visitantes.
Na programação, destaque para Raimundos, Autoramas (Rio
de Janeiro), Krisiun (Rio Grande do Sul) e Hamilton de
Holanda Quinteto.
“A gente tem estrutura e consegue
cumprir horário. É uma filosofia que temos diante do
público e dos artistas”, adianta Kennedy Bitencourt, um
dos produtores da série de apresentações. Ainda segundo
o organizador, o Rolla Pedra tenta preservar a atitude
do teatro de mesmo nome dos anos 1980, um espaço que
agitou a cena cultural da cidade. A proposta, portanto,
é de um encontro de ideias e linguagens. “Seguimos o
espírito do teatrinho, onde Legião Urbana e outras
bandas tocaram. Como ficou perto do fim ano, não
conseguimos fechar com todo mundo. Mas quisemos
selecionar novidades e artistas representativos da nossa
história musical”, completa.
Raimundos
No palco
Digão, frontman dos Raimundos, diz
que a configuração do Rolla Pedra lembra a diversidade
do rock no início dos anos 1990. “Havia milhões de
bandas, cada uma com um estilo e fazendo uma cena bem
divertida. O rock não pode ter um só segmento. É nocivo
achar que o rock é só musiquinha de amor, versos
coloridos. Um festival variado assim é sadio e ajuda
também a chamar o público para ver as bandas novas. Acho
massa”, diz o vocalista e guitarrista. Sobre a
apresentação do grupo, que fecha o segundo dia (entra no
palco na virada de quarta para quinta), a intenção é
tocar “coisas do fundo do baú”, seguindo com alguma
fidelidade o conteúdo do ao vivo Roda viva (2011).
“Temos pouco tempo, no máximo uma hora de show. Vamos
dentro do que está no DVD, mudando uma coisa ou outra.
Mas, na hora, a gente sempre tem cartas na manga”,
destaca.
Prever 2012, diz Digão, pode ser
arriscado. Mas ele diz que os Raimundos ainda querem
viajar com o repertório do último lançamento por mais
cidades antes de entrar em estúdio para a gravação de
material inédito. “Temos material pra caramba. Estou
muito confiante e amarradão. Vai depender muito do Roda
viva. Mas, com certeza, ano que vem estaremos pelo menos
fazendo músicas (novas). De repente, soltando uma coisa
ou outra na internet. Mas o mercado é uma coisa muito
maluca. A gente não sabe como vai estar”, ele
acrescenta.
Autoramas
Já o trio Autoramas, que precede o
show do Raimundos, traz do Rio canções novinhas, saídas
do novo disco, Música crocante. A banda liderada por
Gabriel Thomaz (ex-Little Quail and The Mad Birds) tocou
em Brasília há pouco mais de quatro meses, mas ainda não
tinha apresentado o álbum, finalizado em outubro, ao
público da capital. “A gente já vinha testando as
músicas antes. Acho que vai ser a primeira vez que vamos
mostrar faixas novas em Brasília. Todo mundo tem
elogiado bastante o trabalho, que fizemos por meio de
crowdfunding (financiamento com colaboração dos fãs). É
oportunidade também de estrear inéditas da Flávia”, diz
o baterista Bacalhau.
Flávia Couri, baixista, entrou na
banda em 2008, e colaborou no retorno do Autoramas “às
origens” elétricas, após a experiência acústica com MTV
apresenta: Desplugado (2009). “Nesse novo”, destaca
Bacalhau, “a gente reafirma as referências da banda. Tem
sido ótimo excursionar pelo país com o disco. Adoro
tocar em Brasília. O festival, que conheço de nome,
parece legal. Tem bandas de representatividade”,
comenta.
Identidade
O The Neves, uma entre as dezenas
de bandas brasilienses escaladas, sobe ao palco no
início do segundo dia, em que outras formações da
cidade, do Los Torrones ao Suíte Super Luxo, dominam o
lineup. No primeiro dia, grupos locais como Terror
Revolucionário, Totem e Galinha Preta também comandam a
noite, fechada pelos gaúchos do Krisiun.
Krisiun
Para o The Neves, tocar no Rolla
Pedra pela primeira vez vai ser especial. Com um DNA bem
brasiliense — cada integrante é de uma parte do país —,
a banda veio de Goiânia para cá em 2010, em busca de
identidade. Quando aqui chegou, o primeiro contato com a
sonzeira da capital foi justamente no festival.
“Estávamos em processo de preparação, tínhamos acabado
um disco, o Nunca mais, por enquanto. Significa muito
pra gente fechar o ano num festival pelo qual tomamos
conhecimento da cena”, diz Don, vocalista e violonista,
natural de Americana (SP). No show, devem aparecer
inéditas do disco Retroglicerina, título ainda
provisório do novo álbum que eles pretendem lançar em
abril de 2012.
Quinta-feira, dia dedicado a
acordes mais leves e sonoridades bem brasileiras, recebe
os grupos Distintos Filhos, Faluja, Vagalumes no Vazio
da Noite de Vênus, e uma porção de artistas locais —
como o rapper GOG, a cantora Ellen Oléria, Rênio Quintas
e Célia Porto. De São Paulo, vêm os paulistas da
Irmandade do Blues. Hamilton de Holanda Quinteto encerra
o festival. A variedade musical dos convidados reforça
uma conduta seguida à risca pelos artistas de Brasília:
aqui, democracia é lei.