O
Chickenfoot é mais um dos supergrupos surgidos nesta década.
Formado pelo vocalista Sammy Hagar (ex-Van Halen e Montrose), o
baixista Michael Anthony (também ex-Van Halen), o guitarrista Joe
Satriani e o baterista Chad Smith (Red Hot Chili Peppers), o
Chickenfoot lança no dia 23 de setembro deste anos seu segundo
álbum, cujo nome seria inicialmente Chickenfoot IV, mas ficou apenas
como III, o que é uma curiosidade.
E
com uma formação desta, só poderia rolar hard rock de primeira,
produto que a banda promete e entrega neste álbum, brincando, como
não poderia deixar de ser, com o jazz e o blues, sempre com muito
peso. Alguns momentos épicos, ora lembrando tempos antigos, ora
atualizando o hard rock para os anos 2000, perfeito pra deixar rolar
no carro ou em casa ou ainda para um mega show.
Cabe aqui dúvida parecida com o lançamento do Superheavy: o
grupo vai conseguir fazer uma turnê mundial ou se esta acontecer,
ficará restrita aos grandes mercados americano e europeu. Veremos!
O
pessoal de Atlanta não está para brincadeiras neste seu último (ou
próximo) CD, com lançamento previsto para 26 de setembro. Diferente da Wikipédia em português, que diz que a
mídia os rotula como como metalcore, o Mastodon é sim um dos grandes
expoentes mundiais do rock progressivo, mais especificamente de
metal progressivo, o que fica evidente neste último álbum.
Aliás, em um ano de bons lançamentos "metálicos", "The Hunter" me
parece um forte concorrente na, por assim dizer, categoria metal e,
com certeza, um grande favorito na sub categoria de metal
progressivo como melhor álbum do ano.
Gostei da medida. Muito peso, um vocal dos mais nítidos e todos os
instrumentos da banda aparecendo, algo que para mim é essencial.
Destaque para "Black Tongue" que abre o disco, Blasteroid e
Dry Bone Valley. Isto é claro, em uma primeira impressão, pois o
álbum é muito bom por inteiro.
01 – Black Tongue
02 – Curl Of The Burl
03 – Blasteroid
04 – Stargasm
05 – Octopus Has No Friends
06 – All The Heavy Lifting
07 – The Hunter
08 – Dry Bone Valley
09 – Thickening
10 – Creature Lives
11 – Spectrelight
12 – Bedazzled Fingernails
13 – The Sparrow
O
que esperar de uma banda que reúne o dândi Mick Jagger, a diva Joss
Stone, o filho do rei do reggae Damian Marley e mais dois
conceituados artistas, o veterano tecladista Dave Stewart e o
compositor indiano A. R. Rahman?
Primeiro, música de altíssima qualidade e depois uma sonoridade
diferente de tudo o que já se ouviu. Analisando assim, posso dizer
que não me decepcionei!
A
mistura de rock, soul, jazz, blues e reggae (este estilo com mais
influência do que eu esperava) resulta, em alguns momentos, naquilo
que se chama de "word music", que é uma expressão muito usada quando
não se consegue classificar exatamente o estilo de um artista ou
banda.
É
interessante escutar vozes tão marcantes como as de Jagger e Joss
Stone, estas inconfundíveis, contrastadas com as muitas
participações de Damian Marley, com um vocal, digamos, mais padrão
reggae.
Mas longe de experimentalismos, o que aparece é sim um som diferente
e muito legal. Jaggaer já disse até o que Superheavy é mais legal do
que Stones.
Eu mesmo, imagino que uma turnê baseada no Cd de estréia seja
imperdível. Resta saber se estes artistas, todos com carreiras
consagradas e agendas lotadas, vão conseguir se reunir para uma
turnê realmente mundial ou apenas reuniões esporádicas para tocar
nos EUA e Europa.
Enquanto isto não se resolve, resta curtir o Cd, que tem lançamento
oficial já em sua versão de luxo marcado para próxima segunda, dia
19 de setembro.
Destaque para as faixas Superheavy que apresenta o projeto,
Energy que mistura bem os vários estilos da banda e o rock
I Can’t Take It No More.
01 – Superheavy
02 – Unbelievable
03 – Miracle Worker [Damian Jr Gong Marley Main Mix - Radio Edit]
04 – Energy
05 – Satyameva Jayathe
06 – One Day One Night
07 – Never Gonna Change
08 – Beautiful People
09 – Rock Me Gently
10 – I Can’t Take It No More
11 – I Don’t Mind
12 – World Keeps Turning
13 – Mahiya
14 – Warring People
15 – Common Ground
16 – Hey Captain
Com 25 anos de estrada, e depois de quase 6 anos do último
lançamento com músicas inéditas, o cd Pequeno Universo, de 2005, o
Nenhum de Nós volta em grande estilo, ensinado para quem quiser como
fazer boa (ótima) música com simplicidade.
Como em outros trabalhos, o grupo toca baladas que de primeira
ninguém dá nada, mas que após mais de uma audição, não saem da
cabeça. Vocabulário amplo mas sem invenções. Arranjos simples mas
certeiros. É o clássico exemplo de quando menos é mais!
Tem muita gente que deveria escutar este álbum 24 hora por dia
durante meses pra aprender.
É
como comida: tempero demais geralmente esconde o verdadeiro sabor!
Até agora, é o trabalho recordista em faixas na programação da
CONFRARIA. Ao todo são seis faixas!
O
Incubus em sua longa carreira tem por característica lançar álbuns
conceituais. Ora metal, ora extra pesado e vários hits que agradam a
todo mundo.
Desta vez, o pessoal da Califórnia resolveu fazer algo mais calmo. E
ficou muito bom!
Destaque para faixa título "If Not Now, When?" e para "The
Original". Em "Promises, promises" dá até pra lembrar os bons tempo
de Elton John, aqueles que ainda o fazem um astro.
Dá pra colocar a tocar em clima de romance ou ainda pra relaxar. Até
antes de dormir, pra estimular bons sonhos.
E
detalhe:o CD tem lançamento gringo previsto pra 12 de julho.
Inclui mais uma faixa, "Isadore", no mais puro estilo Incubus.
Faz poucas horas tive acesso ao novo trabalho do Foo Figthers, o
álbum Wasting Light. De cara, como é a idéia do Primeira Impressão,
me ocorreu escrever que as boas companhias com que andou Dave Grohl
o influenciaram positivamente. Afinal, o cara participou (e ainda
participa) do projeto do Them Crooked Vultures, uma superbanda de
hardrock onde ele pôde trabalhar com John Paul Jones (Led Zeppelin)
e Josh Homme (Queens of the Stone Age e Kyuss). O resultado do
encontro foi um CD homônimo "arrasa quarteirão". Um dos
melhores de 2009 e 2010, já que foi lançado no final de 2009." Me
digas com quem andas e direi quem és...."
Achei este novo trabalho um pouco mais hard, um pouco grunge, sem
perder no entanto a identidade do Foo Fighters.
Sempre quando recebo a informação do lançamento de um novo trabalho
de uma banda com tal porte e tanta "estrada" espero sempre o melhor!
Espero amadurecimento e evolução, o que ocorreu em Wasting Light.
Não sei se os fãs mais puristas vão concordar comigo, mas é fato que
várias das faixas deste CD vão tocar e muito mundo afora. A
começar pela
CONFRARIA!
Para a programação escolhi mais quatro faixas, sendo que "Rope" já
estava na Confraria há mais de mês e ainda me dei ao luxo de não
colocar "White Limbo". Confira:
01 - Bridge Burning (*)
03 - Dear Rosemary
05 - Arlandria
06 - These Days
07 - Back & Forth.
02/04
- Depois de mais uma audição, fui
obrigado a incluir a primeira faixa, "Bridge Burning". No total, são
6 faixas na programação!
Pra estréia da seção, vamos com tudo, comentando os futuros
lançamentos dos novos trabalhos do Whitesnake e do The Strookes.
Ambas bandas consagradas em seu estilo.
Tive acesso a estes trabalhos no domingo à noite e, a começar pela
veterana Whitesnake, confesso que fiquei um pouco decepcionado nas
primeiras faixas. Não que não fossem boas músicas, mas me pareciam
mais folk do que heavy metal e não era isto que esperava de uma
banda contemporânea do “Trio de Ferro”.
Mas o erro foi meu.
Comecei ouvindo o CD no meu carro, em um MP3 novo e acabei ouvindo
as últimas faixas.
Eis que, ao escutar desde o início, fiquei contente. David Coverdale
e sua trupe dão uma aula de heavy metal e hard rock (se é que dá pra
separar), no melhor estilo britânico.
Não vá esperar rebeldia, afinal, o Whitesnake tem mais de trinta
anos de história e é justo esta bagagem que se reflete na qualidade
musical amadurecida. Pena que o sucessor de Good to Be Bad (2008)
deva demorar um pouco para chegar ao Brasil. Enquanto isto dá pra
escutar na programação na
Rádio da Confraria.
Como a programação ainda está no “automático”
não há identificação, mas quem conhece vai reconhecer. Confira as
faixas selecionadas para programação:
01 - Steal Your Heart Away
03 - Love Will Set You FreeSteal
06 - I Need You (Shine A Light)Steal
09 - Dogs In The StreetSteal
The Strokes – Angles - 2011
Já do outro lado do Atlântico, a turma do Strokes conseguiu
apresentar também, ao seu estilo, um bom trabalho. E a expectativa
era grande, afinal o trabalho anterior, First Impressions of Earth
(2006), onde a bande se vltou ao roock, havia sido um sucesso de
crítica, figurando no topo de várias listas de melhores álbuns da
década passada.
O
resultado de Angles me lembrou o último trabalho dos escoceses do
Franz Ferdinand, Tonight: Franz Ferdinand (2009), o que não é pouco.
Destaque para a primeira e a segunda faixas, Machu Picchu e Under
Cover Of Darknes, respectivamente. Esta última por sua vez já havia
sido liberada para download por 48 horas no site da banda e tocando
na Confraria.
O
maior elogio que posso fazer é ter selecionado 5 faixas do álbum
para a programação da
Rádio da Confraria, pois normalmente
seleciono de 3 a 4 músicas por trabalho. Acredito que o CD deva
chegar ao Brasil até maio. Tomara!